“Não, calma. Está tudo errado. Não era pra você me amar tanto assim… Você me aturou por meses, anos, se duvidar. Você suportou minhas crises existenciais e sempre me deu apoio quando eu quis. Me levou à festas e sempre me deu broncas. Você já me negou um doce do mercado, e eu sempre odiei isso. Você já me bateu com o chinelo, e eu chorava feito louco. Você me suportou mais que ninguém, e mesmo não tendo conversas abertas, és a minha melhor amiga. Você me esquentou quando eu precisei, e me deu colo quando eu chorei. Você aturou minhas rebeldias e minhas bipolaridades. Você aturou calada a minha mania ridícula de gritar quando fico estressado, e me perdoe por isso. Você sentiu como é ter alguém fora do normal. Pois bem, eu sou isso: o seu filho. Talvez eu não tenha sido o melhor. Talvez você ame mais o meu irmão mais velho. Talvez eu não tenha conseguido chegar às suas expectativas, e acabado com o seu sonho de filho perfeito. Não sou o filho que você queria ter… Eu sou esquisito, e mesmo sendo assim, você me ama. E é isso que me faz te amar: você me aturou como ninguém, cuidou de mim como ninguém, me mimou, fez o que pode pra me agradar, e o mais importante, me ama do jeito que eu sou, pois perto de você, me sinto seguro. E apesar das dificuldades que enfrentamos em casa, apesar das brigas, apesar das caídas, apesar de alguns ódios momentâneos e de todas as tolices… Apesar de tudo, eu te amo como ninguém. Amo, amo mesmo, e é esse amor que eu gosto, pois ninguém me conhece como você. É esse amor que eu quero levar: o de uma Rainha para o seu súdito. Eu te amo, e mesmo não dizendo todos os dias, eu te demonstro de vez em quando. Você sabe como eu sou envergonhado e tímido com essas coisas… E quando eu consigo dizer, a gente acaba chorando junto, porque amor maior não existe. Obrigado, obrigado mesmo… Por me aturar, e por tudo. Obrigado por tudo, não somente pelos cuidados, obrigado pelo o que você é. Obrigado por ser quem você é, obrigado por existir. Eu te amo, e feliz dia das Rainhas.”
— Alugue Felicidade, “E há quem ainda deseja viver sem”. (via aluguefelicidade)
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